Amor & Ódio - Capítulo 6
ADELAIDE
AMARÍLYS
BIANCA
CECÍLIA
FÁTIMA
FERNANDO
FLORZINHA
ISABELLA
JOTINHA
LICURGO
MEDEIROS
NANÁ
THOMAZ
TIÃO
VITORINO
CENA
01. CORREDOR/SALA DE ESTAR/ FAZENDA.
INT. DIA.
Continuação da cena 10,
capítulo 05. Vitorino aparece surpreendendo a todos com Malvina lhe auxiliando.
Corta para Fátima com eles.
FÁTIMA: O senhor não era
para estar aqui! (à Malvina): E ocê num tinha que ajudar em nada!
LICURGO continua: É
isso mesmo, Vitorino Damásio. Essa fazenda é minha! Vocês não tem como pagar
essa dívida, não tem cacife para isso! Vocês não tem R$ 150.000.
ISABELLA se
encoraja: Eu pago!
AMARÍLYS surpresa:
Como assim você paga?
ISABELLA repete: Eu
pago!
Isabella enfrenta Licurgo
sob os olhares surpresos de todos.
ISABELLA: Eu
tenho essa quantia no banco. Eu sou, fui, sei lá... É o dinheiro que eu ganhava
como Youtuber.
A indignação de Amarílys vai
aumentando.
AMARÍLYS se
revolta: O que? Você poderia ter nos tirado da miséria! A gente poderia estar no Rio. Não íamos precisar
viver uma vidinha de roceiros...
FÁTIMA: A vida na roça é
digna, viu!
AMARÍLYS:
Por que você fez isso? Fez isso comigo?
ISABELLA: A
Matilde me aconselhou... Ela disse que para tudo tem uma saída, mãe.
AMARÍLYS:
Matilde. Você arruinou a minha vida. Egoísta! Você é igual ao seu pai: egoísta.
Sonsa! Falsa! Você me enganou. Fez eu e seu irmão de trouxas, babacas.
Amarílys sai aos prantos.
ISABELLA: Eu
pago, Licurgo. Acabou o seu joguinho.
LICURGO: A
batalha eu perdi, mas ainda vencerei essa guerra.
Licurgo e Medeiros deixam a
casa. Fernando se aproxima de Bella.
FERNANDO:
Ficarei muito agradecido. Eu devo uma a você!
ISABELLA: Agora
deixa eu ir! Preciso sacar esse dinheiro no banco.
Ela se aproxima de Vitorino.
ISABELLA:
Vai ficar tudo bem...
VITORINO: Eu
confio.
A loira abraça o tio. Os
dois emocionados.
Corta para:
CENA
02. PRAÇA. EXT. DIA.
Ao som de “Deixa- Lagum feat Ana Gabriela”.
Movimentação de pessoas na praça. Os
jovens já não estão mais por ali. A CAM em plano geral. Bianca sai de sua casa
e vai passando ali pela praça. Thomaz a assusta lhe pegando pelo braço.
BIANCA: Ai que susto,
garoto!
A jovem noviça se vira e
acaba vendo Thomaz.
THOMAZ: Você! Você é a
única que pode me ajudar!
BIANCA: Eu?
Policial Jotinha que está
fazendo ronda aparece.
JOTINHA:
Algum problema por aqui, senhorita Bianca?
BIANCA: Não. Pode ficar
tranquilo e cuide da segurança da cidade!
Jotinha os deixa, mas sempre
de olho.
BIANCA: Eu não te
conhecendo...
THOMAZ: Me ajude encontrar
Cecília! Eu quero vê-la. Precisamos nos conhecer melhor!
BIANCA: Ah sim... Você é o
rapaz por quem minha amiga está encantada. Preciso falar com ela antes!
Licença!
THOMAZ: Ficarei te
esperando aqui com a resposta.
Bianca continua sua rota.
Corta para:
CENA
03. QUARTO DE CECÍLIA/ CASA DE ADELAIDE. INT. DIA.
Cecília de joelhos em frente
ao altar de Nossa Senhora Das Dores. Ela se mostra angustiada, confusa. Adelaide adentra fria, empáfia. Cecília
sussurrando uma reza.
CECÍLIA: Eu
estava aqui ponderando sobre meus votos perpétuos minha avó.
ADELAIDE:
Que bom! Eu fiz uma promessa que você está envolvida. Você é um milagre de
Deus! Tua mãe teve complicações no parto e eu pedi a Deus que se você saísse
viva, nascesse viva eu lhe daria para servir a Deus. Promessas não foram feitas
para serem quebradas e sim cumpridas.
CECÍLIA:
Mas eu me apaixonei me encantei por ele minha vó!
ADELAIDE
fria: Que se desencante que se desapaixone! Mate esse amor que você sente por
ele.
Friamente, a beata deixa o
quarto e acaba se assustando, de leve, ao ver Bianca.
ADELAIDE
ainda fria: Cuide de sua amiguinha...
A Beata sai. Bianca olha
para a amiga e lhe abraça. A jovem cai no choro.
Corta para:
CENA
04. BAR. INT. DIA.
Sentados à mesa do bar, Tião
e Amarílys. Ele sendo muito atencioso com a mulher. Ela inconsolável. Na mesa
vemos água, copos.
AMARÍLYS:
Nunca me senti tão traída assim. Tanto pela minha filha, quanto pelo marido.
Acredita Tião: ela escondeu de mim que tinha uma boa condição!
TIÃO: Não fique assim,
Amarílys. As vezes, ela deveria estar pensando em algum motivo maior, sei lá.
AMARÍLYS: O
egoísmo dela, né? Ela só pensa nela, não pensa em mim...
Amarílys chora mais ainda e
Tião lhe oferece um ombro amigo. Tempo neles. Passando na calçada do bar, Naná
e Florzinha. A primeira observa a cena.
FLORZINHA:
Mãe, não faça um escândalo, por favor!
Naná adentra o bar e vai se
aproximando da dupla.
NANÁ: O que é isso? Essa
perua dando um cheiro em ocê, Tião? Você quer destruir minha família, ladra de
maridos! Vai caçar um homem pra ocê e deixa o meu.
AMARÍLYS:
Olha aqui, Naná: O Tião é simplesmente um amigo que tenho consideração. Não vou
descer meu nível pra ficar discutindo com você em barzinho. Pega essa sua
insegurança e joga dentro da bolsa! (a Tião): Deixa eu ir. Vou chorar na cama
que é lugar quente.
Amarílys levanta-se da
cadeira e se retira calmamente.
Corta para:
CENA
05. NOSSA SENHORA DAS DORES. DIA.
O tempo na cidade muda
drasticamente. Um dia ensolarado vai ficando com o céu cinza. Começa um
temporal. Ao som de “Quando Chove –
Patrícia Marx”.
CENA
06. ESTRADA DE TERRA. EXT. DIA.
No meio do temporal, carro
de passeio de Fernando atola no lamaçal da estrada. Ele tenta forçar partida,
mas o automóvel patina na lama.
Dentro do carro, Fernando de
motorista e Isabella sentada no banco do carona.
FERNANDO: Ah
droga, sô!
ISABELLA:
Essa chuva tá muito forte, será que não vai ficar perigoso?
FERNANDO: Ô
se vai! Acho que pagar essa dívida vai ficar difícil hoje. Não tem como passar
pelo morro lá é muito escorregadio.
ISABELLA:
Então, o que faremos?
FERNANDO:
Vamos ter que esperar a chuva passar...
ISABELLA: A
culpa é toda sua! Quis vir por atalho. Idiota, além de grosso e burro!
FERNANDO:
Agora a culpa é minha? Ocê falou pra gente andar rápido e que fosse por um
caminho mais curto. Dondoca mimada!
Se sentindo irritada, a
mocinha sai do carro e Fernando vai atrás dela.e a puxa e os dois corpos estão
próximos.
ISABELLA pede tentando resistir: Me
solta!
Fernando não leva a sério e
os dois se beijam sob o temporal.
Corta para:
CENA
07. QUARTO DE CECÍLIA/ CASA DE ADELAIDE. INT. DIA.
Bianca faz cafuné em
Cecília, que está deitado sob seu colo. Tempo nelas.
BIANCA: Preciso lhe falar
uma coisa.
CECÍLIA se levantando: Que
coisa? Fale!
BIANCA: Então, amiga o tal
rapaz me parou na rua. Ele quer um encontro com você!
CECÍLIA:
Não. Não posso! Eu vou matar esse amor que eu estou permitindo sentir. Preciso
fugir disso, desse sentimento que me perturba!
BIANCA: Tem certeza? Vejo
Ele, você tão apaixonados...
CECÍLIA: És
minha amiga ou não? Você deveria me ajudar!
BIANCA: Eu quero lhe
ajudar... Ajudar a ser feliz!
CECÍLIA indecisa: Ai
meu Deus!
BIANCA: Tenho que ir...
Pense, pondere no que é o melhor para você. Estarei te apoiando em qualquer
decisão.
As duas se abraçam.
Corta para:
CENA
08. FACHADA DA CLÍNICA/ HALL DA CLÍNICA/ CONSULTÓRIO. INT. DIA.
Chuva continua intensa e
grossa na cidadezinha. Luiz, que tinha saído da Rádio sem guarda-chuva decide
parar em alguma marquise e acaba indo se proteger no Hall da Clínica. Luiz todo molhado. Ele chacoalha o cabelo pra
ver se seca. Marcelo, vem do interior do local e acaba esbarrando em Luiz.
LUIZ: Desculpa Doutor é
que tá chovendo por demais...
MARCELO:
Pode ficar tranquilo, Luiz. Eu vou providenciar uma camisa nova para você, essa
está toda molhada. Vem!
Luiz acompanha o médico até
seu consultório. O médico abre sua pasta e tira dali uma camisa seca e estende
para que Luiz pegue.
MARCELO:
Aqui está! Vista-se!
Luiz se troca sendo
observado por Marcelo.
MARCELO:
Veste logo essa camisa!
Luiz se aproxima de Marcelo.
LUIZ: Muito Obrigado,
doutor!
MARCELO:
Nada não, rapaz! Esse é meu ofício: cuidar, zelar pela saúde das pessoas!
Batidas na porta. Gisele
aparece com a porta entreaberta.
GISELE: Com licença,
Marcelo. Devido as fortes chuvas, algumas pacientes desmarcaram consultas para
a parte da tarde.
MARCELO: Agradecido,
Gisele.
Gisele sai.
LUIZ: Eu também já vou
indo! Muito obrigado mesmo, doutor.
Luiz estende a mão e os dois
se cumprimentam. Marcelo fica pensativo.
Corta para:
CENA
09. SUÍTE DE ANALU/ CASA DE LICURGO. INT. DIA.
Guilherme sai do banheiro
enrolado na toalha no exato momento que Analu adentra o quarto vindo do
cursinho. Ela dá um baixo grito e se vira.
ANALU: O que faz aqui
assim, Gui?
GUILHERME: É
que o chuveiro do meu banheiro ficou ruim e aproveitei e vim tomar uma ducha
aqui, de leve. Precisa ficar espantada assim não!
ANALU: Se vista e sai logo
daqui!
Guilherme vai se aproximando
até ouve batidas na porta.
GUILHERME:
Faz isso comigo, não... sou muito afim de você!
Guilherme paralisa. Clima
tenso entre os dois
REGINA em OFF:
Analu, filha, posso entrar? Filha?
Os dois jovens ficam
surpresos.
Corta para:
CENA
10. HALL/ BALCÃO/ HOTEL. INT. DIA.
A CAM mostra malas
repousando sobre o chão. Depois vemos Rafael fechando o guarda-chuva e retira
seus óculos escuros. Ele se aproxima do balcão de recepção.
RECEPCIONISTA:
Boa tarde, seja bem-vindo ao Hotel Dallas Palace, em que posso ajudar?
RAFAEL: Eu queria falar com
Alexandre Ferraz, por favor!
RECEPCIONISTA:
Com quem falo?
RAFAEL: É uma surpresa, ele
vai gostar!
RECEPCIONISTA:
Está bem. Vou chamá-lo.
A recepcionista adentra o
interior do local. Tempo em Rafael observando a decoração do local. A
recepcionista vem junto de Alexandre. Rafael, que estava de costas se vira e vê
o irmão. Emoção crescendo.
ALEXANDRE
dispara: Mano!
Alexandre e Rafael vão de encontro
e dão um abraço.
RAFAEL: Eu voltei agora pra
ficar por que aqui, aqui é o meu lugar!
Os dois riem emocionados.
CONTINUA...

Comentários
Postar um comentário