Amor & Ódio - Capítulo 5



CAPÍTULO 05
Personagens deste Capítulo

ADELAIDE
ALEXANDRE
AMARÍLYS
ANALU
BERENICE
CECÍLIA
FÁTIMA
FELIPE
GUILHERME
ISABELLA
JULIANA
LICURGO
MALVINA
MARCELO
MEDEIROS
MEZENGA
NATÁLIA
QUINZÉ
REGINA
THOMAZ
ULISSES
VITORINO


CENA 01. SALA DE JANTAR/ ESCRITÓRIO/ CASA DE LICURGO. INT. DIA.
Continuação da cena 10, capítulo 4. Ele adentra o escritório acompanhado de Medeiros.
LICURGO: O que aconteceu?
MEDEIROS: Tenho uma noticia ótima pro senhor.
LICURGO: Desembucha logo, homem!
MEDEIROS: O teu tio Vitorino tá com uma enorme dívida com os Mezenga.
Licurgo abre um sorriso vitorioso.
LICURGO: Isso é música para meu ouvido. Eu quero que faça algo pra mim o mais urgente possível!
MEDEIROS: É só falar.
Licurgo se aproxima de Medeiros e conta-lhe. Não se ouve o que se fala entre eles. Clima enigmático.
Corta para:


CENA 02. QUINTAL/FAZENDA. EXT. DIA.
Isabella está pensativa. Amarílys vem do interior da casa.
AMARÍLYS: Tio Vitorino tá repousando no quarto à espera do médico.
ISABELLA: Que bom! Fiquei preocupada, mas eu tô encafifada com outra coisa minha mãe.
AMARÍLYS: Preocupada?
ISABELLA: Aquele ogro, grosseirão me desafiou. Ele acha que eu não vou conseguir cuidar das galinhas, mas ele que espere! Eu vou conseguir! Ah se vou.
Isabella confiante sob os olhares de Amarílys. Quinzé chega perto delas.
QUINZÉ: Ocês viu o Thomaz? Fugiu do trabalho, sô!
AMARÍLYS: Não o vi. Deve estar andando por aí!
Corta para:


CENA 03. SALA DE ESTAR/ CASA DE LICURGO. INT. DIA.
Regina se despede de Licurgo com um selinho. Ela fecha a porta e se volta para o interior da sala. Ela senta-se no sofá, entediada. Analu desce o lance de escadas.
REGINA: Que tédio de vida!
ANALU: Estou indo para o cursinho, mamãe. Eu ouvi o que falava... A senhora deveria voltar ao balé.
REGINA: Seu pai não deixaria!
ANALU: Faz as escondidas.  Meu pai não precisa saber, por enquanto. Coragem, minha mãe!
REGINA: Será filha? É um passo muito arriscado.
ANALU: Se a senhora não der esse passo nunca vai conseguir se libertar das amarras de meu pai. Arriscar é melhor do que ficar parada se lamentando a vida que poderia ter tido. Deixa eu ir se não eu vou me atrasar. Pensa nisso, mãe.
Analu sai. Regina fica por ali pensativa lembrando as palavras da filha.
Corta para:

 
CENA 04. IGREJA. INT. DIA.
Tempo. Thomaz adentra a paróquia. O jovem vai se achegando mais perto admirando a decoração do lugar. Ele se ajoelha entre os bancos e reza.
THOMAZ: Se for de tua vontade traga-me ela de volta a mim...
Ao fundo, Cecília aparece na porta da Igreja. Ao mesmo tempo, Thomaz olha para o fundo da paróquia e vê sua amada ali. Tempo na emoção dos dois se vendo. Uma troca de olhares profunda.
Corta para:




CENA 05. GABINETE/PREFEITURA. INT. DIA.
Licurgo em conversa já iniciada com Juliana e Alexandre.
JULIANA: Então, esses são os próximos eventos que estou querendo fazer na cidade!
Juliana entrega ao prefeito um dossiê.
ALEXANDRE: As ideias de Juliana são maravilhosas. Você irá gostar muito, excelência.
LICURGO: A festa de nossa Padroeira ficou bonita, animada. Estou pensando em nomear a senhora na Secretaria de Eventos da cidade.
JULIANA: Muito obrigada, prefeito, mas não quero nenhum cargo público. Eu só faço isso por prazer!
Batidas na porta. Medeiros adentra.
MEDEIROS: Bom dia! (ao prefeito): Sua visita chegou, excelência!
ALEXANDRE: Com licença!
Alexandre e Juliana saem. Medeiros volta à sala acompanhado de Mezenga.
MEZENGA: Quando recebi sua mensagem logo vim. Que negócio quer comigo?
LICURGO: Eu descobri que Vitorino Damásio tem uma dívida de R$150.000 com você. Eu quito a dívida e ele ficará devendo a mim. Vamos fazer esse acordo?
Clima de suspense. Licurgo estende a mão para o fazendeiro.
Corta para:

 
CENA 06. IGREJA. INT. DIA.
Continuação da cena 4. Thomaz e Cecília não pensam duas vezes e vão se aproximando no meio da Igreja.
THOMAZ: Você! Eu estou encantado, mais que isso, apaixonado.
Cecília extasiada, não diz nada, impactada, atordoada com a declaração.
THOMAZ continua: Eu sinto que você é parte da minha alma, da minha vida!
Thomaz se aproxima mais de Cecília e quando tenta beijá-la é cortado por Adelaide.
ADELAIDE: Posso saber o que é isso aqui?
Adelaide já sai puxando Cecília.
ADELAIDE: Não se aproxime de minha neta, forasteiro desavergonhado!
Cecília observa Thomaz enquanto é puxada pela beata para a casa paroquial. Os dois trocam olhares apaixonados.
Corta Para:

 
CENA 07. BAR. INT. DIA.
Ao fundo, Berenice serve um dos clientes do local. Já Ulisses está ao telefone com um fornecedor, conversa já adiantada.
ULISSES: Tá certo, ok?
Ulisses desliga o telefone e se aproxima de Berenice.
BERENICE: Era o fornecedor? O que ele queria?
ULISSES: É que chegou novas variedades de queijos e ele pediu para eu dar uma passada lá em BH pra ver o que quero.
BEREINCE: Então, ocê vai se distanciar de novo de mim, chamego?
ULISSES: É só uns dias, uai. Uns três dias, no máximo.
BERENICE: Vou sentir tua falta, paixão!
Berenice e Ulisses carinhosos.
Corta para:


 
CENA 08. SALA DE ESTAR/ CASA DE ADELAIDE. INT. DIA.
Adelaide adentra puxando Cecília fortemente.
CECÍLIA: Tá machucando, vó!
ADELAIDE: É para machucar mesmo! O que foi aquilo, Maria Cecília? Aquela sem vergonhice lá na Igreja?
CECÍLIA: Amor...
ADELAIDE: Como é que é? Do que tá falando?
CECÍLIA: Eu estou gostando do rapaz, minha avó! Ele...
ADELAIDE: Cala-se! O seu destino é o convento. Isso você não pode mudar!
CECÍLIA: Posso! Quem disse que não? Eu pensei muito minha avó: eu não tenho vocação pra ser freira!
ADELAIDE: Não. Não. Não. Eu lhe dei pra servir a Deus e é isso que você vai se tornar: freira! Você não pode mudar uma promessa, um voto.
CECÍLIA: Eu falo com o Padre Alberico, falo com o bispo, falo até com o Papa se for possível!
ADELAIDE: Não ouse contrariar Deus, minha filha! Você vai sofrer...
CECÍLIA: Eu não vou sofrer, vó. Eu estou sofrendo agora sem realizar, satisfazer esse amor!
Adelaide difere um tapa. Cecília inicia a chorar.
Corta para:

 
CENA 09. PRAÇA. EXT. DIA.
Analu e Beatriz estão sentadas em um banco discutindo sobre o trabalho do crusinho. Do outro lado, afastados, Natália, Felipe e Guilherme.
NATÁLIA: Ontem foi tudo de bom! Só vim para o cursinho para meu pai não receber a ressaca. A dor tá de matar!
FELIPE: A gente aproveitou bastante, né loirinha?
Natália sinaliza com a cabeça e lhe rouba um beijo rápido.
FELIPE: E você, Gui? Pegou alguém ontem?
GUILHERME: Eu dei uns beijinhos em umas gatinhas aí.
FELIPE: Ih galera! (olha o relógio) Vou ter que ir! Meu irmão tá sozinho na Rádio e vou lá ajudá-lo.
Felipe beija Natália e cumprimenta Guilherme.
NATÁLIA: Eu quero fazer uma aposta com você!
GUILHERME: Que aposta é essa, gata?
NATÁLIA desdenha: A sua priminha é virgem. Quer encontrar o príncipe encantado!
GUILHERME: Já tô te sacando, garota: a aposta é tirar a virgindade da Analu e em troca?
NATÁLIA provoca: Além dela você terá a mim...
Ela sussurra para ele arrepiando-lhe.
GUILHERME: Aceito! (se vangloria): Vou ter duas!
NATÁLIA: Ou não?
GUILHERME: Pode deixar que ela vai cair na minha lábia custe o que custar.
Guilherme olha para a prima que está ao fundo de conversa com Beatriz.
Corta para:




CENA 10.  CORREDOR/SALA DE ESTAR/ FAZENDA. INT. DIA.
Fátima vem do quarto com Marcelo.
MARCELO: O que ele mais precisa agora é repouso absoluto. Nada de emoções fortes, entendeu Fatinha?
FÁTIMA: Sim, senhor doutor? Agradecida pela consulta. Aliviou os nossos corações.
Fernando, Isabella e Amarílys se encontram na sala. Marcelo e Fátima chegam ao cômodo. Marcelo sai. Licurgo surpreende a todos chegando na sala acompanhado de Medeiros. Clima de tensão vai subindo.
FERNANDO: O que ocê faz aqui?! Volte por onde entrou! Ocê não é bem vindo aqui, Prefeito!
Tempo em Licurgo em tom de deboche. Fernando tenta ir pra cima de Licurgo, mas Medeiros saca sua arma.
MEDEIROS: Melhor ficar quietinho no teu canto, peão!
ISABELLA: Que loucura é essa, hein? Vocês não ouviram o grosseirão falar: caem fora daqui!
LICURGO: Você não tem direito pra falar nada aqui, loirinha!
FERNANDO: Mas eu tenho! Fora daqui Licurgo!
Licurgo saca um documento para que todos vejam.
LICURGO: O prazo para quitarem a dívida venceu, Fernando. Isso aqui é um documento de posse. Essas terras são legalmente minhas, minhas!
VITORINO frágil: Como é que é?
Vitorino aparece surpreendendo a todos com Malvina lhe auxiliando.
Corta para Fátima com eles.
FÁTIMA: O senhor não era para estar aqui! (à Malvina): E ocê num tinha que ajudar em nada!
LICURGO continua: É isso mesmo, Vitorino Damásio. Essa fazenda é minha! Vocês não tem como pagar essa dívida, não tem cacife para isso! Vocês não tem R$ 150.000.
ISABELLA se encoraja: Eu pago!
AMARÍLYS surpresa: Como assim você paga?
ISABELLA repete: Eu pago!
Isabella enfrenta Licurgo sob os olhares surpresos de todos.


CONTINUA...

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